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Do Pac Man à Internet

  • Foto do escritor: Roberto Mendonça Maranho
    Roberto Mendonça Maranho
  • 22 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Como muitos que vieram ao mundo por volta dos anos de 1980, muito me divertia ao passar algumas horas diante do vídeo game chamado ATARI. O clássico jogo do PAC MAN – com gráficos formados de simples pontos, traços, quadrados e círculos – era um sucesso. Logo depois veio o MASTER SYSTEM. As aventuras eram um pouco mais elaboradas, ao invés de um botão, o controle passava a ter dois. Depois veio o MEGA DRIVE, com seus gráficos mais modernos e seu controle com três botões. Então veio o NINTENDO que logo passou a ser o SUPER NINTENDO – qual não foi a surpresa em poder jogar dentro de casa jogos que até então estavam nos fliperamas. Tudo parecia ainda mais real, lutas, corridas, aventuras. E o número de botões nos controles continuava a subir. Seis botões, sem contar o START e o SELECT, que elevavam esse número para oito. De repente surge uma novidade: o tal do COMPUTADOR. Era muito maior que os videogames e vinha até com uma “televisão” só pra ele. Ao invés de controle, vinha é com um teclado. Os até então oito botões passaram a ser um alfabeto inteiro, números, símbolos e comandos em inglês. Mas, contrariando as expectativas, seus jogos eram bem simples, e o mais impressionante que aquela máquina fazia era imprimir diferentes capas para trabalhos escolares. Quando o computador chegou a minha casa pela primeira vez, vislumbrado, curtia a possibilidade de escutar os CDs em suas caixas de som e pensando em utilizar aquela poderosa ferramenta para os estudos, gastei umas três horas para digitar poucas páginas de um resumo de Geografia. Os velhos trabalhos escolares eram agora digitados e impressos – grande novidade foi ter um corretor de texto que ajudava a não cometer erros de português. Mas ainda faltava alguma coisa. Eis então que chegam os comentários sobre uma tal de INTERNET. Na época, só um amigo dispunha de tal tecnologia e para isso precisava fazer uma ligação interurbana para se conectar. Era muita novidade, dava até pra conversar com pessoas de outras cidades. E a gente ainda podia inventar o nome que quisesse, criar a história de vida que nos viesse à cabeça. Dava pra usar também para os trabalhos de escola. Não mais era preciso ir até a biblioteca, agora a pesquisa aparecia bem ali na sua frente – era só esperar uns quatro minutos para cada página abrir. Logo depois, além de poder conversar com as pessoas desconhecidas, podíamos também cadastrar nossos conhecidos e conversar em tempo real no chamado ICQ. A primeira vez que vi na minha frente uma frase se formando letra por letra ao ser digitada, fiquei maravilhado. Com a intensificação das conversas, digitar ficou fácil. Agora tudo era escrito de forma muito rápida. Apareceram jogos mais bem elaborados para o computador, que passava a ser também o novo videogame. E além de tudo tinha outra novidade, em qualquer lugar que se estivesse, era possível telefonar para alguém. E quando demorávamos a dar notícia, podíamos ser achados em qualquer lugar: era chegado o telefone celular.

E isso tudo aconteceu há não muito tempo. Tudo acontece de forma gradual e sem mesmo percebermos, as mudanças já são incorporadas ao nosso dia a dia. Quais surpresas ainda estarão por vir?


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