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Na fazenda

  • Foto do escritor: Roberto Mendonça Maranho
    Roberto Mendonça Maranho
  • 22 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Seguia sua busca por verdades. Queria compreender a vida, o universo. Vivia seu momento de transformações. Aquela viagem para a pequena cidade do interior lhe permitia esquecer da rotina de trabalho, dos sons das buzinas, freadas, britadeiras… Por alguns momentos, ele conseguia se sentir em paz. Ouvia o silêncio com admiração. Não sabia diferenciar os cantos dos pássaros, mas reconhecia a melodia harmoniosa que compunham com os sapos, grilos e muitos outros seres que por ali estavam. Caminhava lentamente até a velha porteira. Escutou o rangido enquanto a abria. Andara poucos metros desde que saíra daquela antiga casa, mas o relógio já não fazia mais sentido. Contemplava cada instante, cada cheiro, cada sensação. Sentou-se em um pedaço de tronco em meio às pedras brancas. Respirou profundamente. Tirou do bolso a pequena folha de papel que recebera enquanto esteve naquela casa. Passou a ler aquelas palavras, escritas a mãos com uma caligrafia quase infantil. Em seguida, levantou-se, entrou em seu carro e iniciou o retorno à capital. Uma jovem garota, que de longe acompanhou aquela cena, percebeu que a folha de papel havia ficado no chão. Aproximou-se e seus olhos passaram a acompanhar aquelas palavras:

“Louvados sejam os que escutam o próprio coração. Louvados aqueles dispostos a enfrentar seus próprios medos, encarar sua própria face, aprofundar-se em si mesmo.

A oportunidade está aí, disponível a todos que estão abertos ao novo. Suas dores mais profundas são ferramentas poderosas para impulsioná-los à ação, ao verdadeiro caminho, ao cumprimento de seus verdadeiros propósitos.

Acalmem sempre o coração diante de situações que pareçam difíceis. Respirem. Aproveitem a oportunidade. É o momento em que estão diante do caminho, da ajuda, da orientação. Respire fundo e de o próximo passo com tranquilidade, sem julgamentos.

Cada um está aqui por motivos diferentes, com caminhos diferentes, olhares diferentes, lições diferentes.

Não tente percorrer o caminho que os outros traçaram ou lhe disseram que deveria ser seguido.

Siga seu próprio caminho. Em paz, sereno, confiante, em harmonia com o todo”.


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