O gritar do escapamento
- Roberto Mendonça Maranho
- 22 de mai. de 2024
- 1 min de leitura
Estrelas. Noite de céu limpo. O sítio afastado da cidade e intencionalmente quase sem iluminação favorece a observação dos pontos de luz do universo que podemos contemplar no silêncio introspectivo.
Amigos reunidos. Frios e tira gostos fartamente espalhados pela mesa. Bebidas? Sim... cada um levando o que gosta. Quatro garrafas grandes de água com gás me fazem ter a tranquilidade que durarão a noite toda. É melhor garantir pois a intenção é curtir o momento sem precisar voltar para a cidade.
E não poderia faltar um cachorro. Andando e circulando no meio do pessoal. Uma fêmea gigante, fofinha, de pelagem toda preta. Mistura de são bernardo com golden - ou seria labrador? Maior cachorra que já tive contato. Recebendo carinhos e transmitindo paz aos presentes.
Wi-fi? Internet? Caixa de som? Negativo... Postar fotos? Só quando chegar em casa... o momento é de contemplar a natureza longe de tecnologia. Oportunidade para desenvolver assuntos com amigos que outros contextos não favoreceram.
Hora de encerrar o encontro. Maioria foi pra casa. No carro em que estou de carona, ninguém quer finalizar a noite. Decidimos então ir para um barzinho. Outros amigos já estavam lá. Porção de carne com molho de gorgonzola e batata frita foi nossa opcão para fechar a noite com chave de ouro. Mas um detalhe chamou a atenção... motos passavam com o gritar do escapamento, carros acelerando seus motores. Olhei para cima: onde estavam as estrelas? Senti saudades do sítio.
(04/05/2024)
Suas palavras me levaram a esta experiência com você, lindo texto!