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Gentileza

  • Foto do escritor: Roberto Mendonça Maranho
    Roberto Mendonça Maranho
  • 22 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

José Datrino pintou, em 1980, 56 pilastras do viaduto do Caju no Rio de Janeiro com inscrições com mensagens de paz, propondo sua crítica ao mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Andando com uma túnica branca, longa barba e carregando um estandarte, distribuía flores e pregava a Gentileza como princípio das relações humanas. Figura mítica, ficou conhecido como Profeta Gentileza e por trinta e cinco anos anunciou: “Gentileza gera Gentileza”. Em 1996 suas inscrições foram apagadas. Marisa Monte, em sua música intitulada Gentileza, canta: “Apagaram tudo / Pintaram tudo de cinza / Só ficou no muro / Tristeza e tinta fresca.”; “Nós que passamos apressados / Pelas ruas da cidade / Merecemos ler as letras / E as palavras de Gentileza”. Graças a uma mobilização popular, iniciou-se um trabalho de restauração dos murais que foi concluído no ano 2000.

Essa mensagem, se posta em prática por um número cada vez maior de pessoas, certamente transformará nosso mundo em um lugar melhor para se viver. No trânsito, ao vermos que alguém está em uma situação delicada, precisando de um espaço para entrar com seu veículo a nossa frente, podemos acelerar e garantir nosso lugar pensando “cheguei primeiro, ele que se vire”, ou podemos dar uma pequena reduzida e sinalizar que ele pode entrar. Os ocupantes do outro veículo certamente ficarão agradecidos e nós teremos a agradável sensação de quando se pratica o bem. Ao ver na cidade um casal de turistas com uma máquina fotográfica em suas mãos, oferecer-se para bater uma foto do casal é uma gentileza. Desta forma, nas pequenas coisas do dia a dia podemos agir de forma a promover o bem, o respeito, a solidariedade.

O Natal está chegando. Além de momento de reflexão espiritual, é uma data que gera uma grande expectativa nas crianças. Todas esperam ganhar o seu presente. Mas muitas delas são de famílias que não têm condições financeiras para realizar tal vontade. Inúmeras são as cartas enviadas ao Papai Noel com seus pedidos. Os funcionários dos Correios selecionam as cartas e fazem um trabalho onde qualquer pessoa pode escolher uma cartinha para atender ao pedido da criança. Recebi um e-mail que divulga esse trabalho e ao final ele traz uma mensagem bem interessante: “A vida tem três fases – quando acreditamos em Papai Noel – quando deixamos de acreditar – e quando nos tornamos Papai Noel”.

Feliz Natal!


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